====== Forno dos Mouros ====== ===== Localização ===== * [[https://goo.gl/maps/HayvXH9m3bdxmgZj6|Forno dos Mouros]]. União de Freguesia de Silva Escura e Dornelas. * O sítio é visitável e acessível por veículo todo terreno. Não tem sinalização direccional. ===== Cronologia ===== Idade do Bronze ===== Descrição ===== ==== Monumento 1 ==== {{ :fornomouros001.jpg?nolink |}} "A Pedra Moura, mais conhecida por Fornos dos Mouros, ocupa uma pequena chã semicircular na vertente ocidental da Serra dos Salgueiros, que corresponde ao prolongamento sudeste do Arestal. Situado à altitude de cerca de 700 m, domina uma paisagem ampla que se estende pelas serranias mais baixas e toda a planície lagunar até ao mar. Fornos dos Mouros é um dos sítios mais representativos da Arte Atlântica Peninsular no Norte de Portugal. Esta é uma tradição artística pré-histórica caracterizada pela presença de gravuras rupestres em penedos ao ar livre que apresentam um repertório gráfico de cariz geométrico e abstracto sendo que a composição gravada no Fornos dos Mouros exibe praticamente todos os motivos que a tipificam: covinhas, círculo simples com covinha central, círculos concêntricos duplos e triplos, círculos simples com apêndice tangente, semicírculos, círculos simples com apêndice radial ou apêndice tangente, semicírculos, arcos de círculo e espirais. O afloramento granítico ocupa o centro da chã e emerge do substracto xistoso. Do lado nascente forma uma superfície aplanada com eixo maior no sentido norte-sul e, a poente, uma face vertical que acompanha o declive da encosta, hoje parcialmente destruída por acções de extracção de pedra. A composição foi insculpida na superfície virada a nascente e ocupa uma área com cerca de 5 m de comprimento e 2 m de largura. Os motivos circulares distribuem-se pela face superior da rocha e toda a composição é estruturada por um longo sulco longitudinal que se também estende no sentido norte-sul. Uma análise da dinâmica da composição sugere que existiram pequenas alterações à sua concepção inicial mediante a reconfiguração de motivos e adição de novas representações em, pelo menos, três momentos distintos, mantendo-se, porém, o recurso exclusivo ao repertório figurativo clássico desta tradição." ==== Monumento 2 ==== {{ :fornomouros02001.jpg?nolink |}} "Esta rocha situa-se a curta distância do grande penedo insculturado do Fornos dos Mouros (c. 30 m para SE), na vertente ocidental da Serra de Salgueiros que se ergue a sudeste do Arestal. Encontra-se actualmente no interior de um eucaliptal onde pontuam rochas graníticas que aqui irrompem do substrato xistoso. Alguns blocos que jazem sobre o solo foram deslocados pelas máquinas que procederam aos trabalhos de surriba naquela parcela de terreno. A rocha em apreço encontra-se deslocada da sua posição original e tombada, visto que a sua face superior, ostentando duas grandes cavidades abertas pela erosão, se encontra em posição vertical, voltada a norte. É na zona central dessa superfície aplanada e de contorno ovalado, com cerca de 1,75 m de largura e 1m de altura acima do solo, que se pode observar um conjunto de cinco covinhas, com diâmetros entre 5-7cm." ===== Fontes ===== * Genius Locci [[http://www.geniuslocci.pt/Public/p-arqueologico-detalhes.aspx?patId=210|Monumento 1]]; [[http://www.geniuslocci.pt/Public/p-arqueologico-detalhes.aspx?patId=211|Monumento 2]] ===== Bibliografia ===== * Alves, L. B. (2000). "Levantamento da Arte Rupestre da Bacia Hidrográfica do Rio Vouga". 19 p. Acessível na divisão de inventário, documentação e arquivo da DGCP, Palácio Nacional da Ajuda, Portugal. * Alves, L. B. (2002) The Architecture of the Natural World – evidence from rock art in western Iberia, in C. Scarre (ed.), "Monuments and Landscape in Atlantic Europe", chapter 4, Routledge, London. New York: 51-69. * Alves, L. B. (2003): "The movement of signs. Post-glacial rock art in north­western Iberia". 2 vols. Reading: Reading University. Tese de doutoramento (policopiada). * Alves, L. B. (2008). “O sentido dos signos - reflexões e perspectivas para o estudo da arte rupestre do pós-glaciar no Norte de Portugal”, in R. de Balbín Behrmann (ed), "Arte Prehistórico al aire libre en el sur de Europa", Junta de Castilla y Leon: 381-413. * Alves, L. B. (2012). The circle, the cross and the limits of abstraction and figuration in north-western Iberian rock art, in A. Cochrane and A. Jones (eds.), "Visualising the Neolithic: abstraction, figuration, performance, representation". Neolithic Studies Group Seminar Papers 13. Chapter 13. Oxbow Books. Oxford: 198-214. * Bettencourt, A. (1988). "Carta arqueológica do concelho de Sever do Vouga". Sever de Vouga, Portugal, 250 p, policop. * Bettencourt,A. (1989). [[http://hdl.handle.net/1822/45354|Campanha de escavação e consolidação da Mamoa 1 da Cerqueira, Serra de Arestal Sever do Vouga]]. Arqueologia, 19: 87-11. * Ramos, F. S. (1998). [[https://bit.ly/2Xl2MFc|"Sever do Vouga - Uma Viagem no Tempo"]]. Sever do Vouga. Câmara Municipal de Sever do Vouga. * Souto, A. (1932). Arte rupestre (Entre Douro e Vouga). As insculturas da serra de Cambra e de Sever e a expansão das combinações circulares e espiralóides no noroeste peninsular. "Trabalhos da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia", Porto,vol. V, fasc. IV: 286-301. * Souto, A. (1938). Arqueologia Pré-Histórica do distrito de Aveiro. Arte rupestre. As insculturas do Arestal e o problema das combinações circulares e espiralóides do noroeste peninsular. "Arquivo do Distrito de Aveiro". Aveiro, vol. 4: 5-19. Ligações * [[http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/index.php?sid=sitios&subsid=56816|Portal do Arqueólogo]] --- //[[pedronobrega@cm-sever.pt|Museu Municipal de Sever do Vouga]] 2020/04/17 12:44//