Colaboração
Freguesias
Uma iniciativa
Freguesias
Uma iniciativa
Idade do Bronze
“A Pedra Moura, mais conhecida por Fornos dos Mouros, ocupa uma pequena chã semicircular na vertente ocidental da Serra dos Salgueiros, que corresponde ao prolongamento sudeste do Arestal. Situado à altitude de cerca de 700 m, domina uma paisagem ampla que se estende pelas serranias mais baixas e toda a planície lagunar até ao mar.
Fornos dos Mouros é um dos sítios mais representativos da Arte Atlântica Peninsular no Norte de Portugal. Esta é uma tradição artística pré-histórica caracterizada pela presença de gravuras rupestres em penedos ao ar livre que apresentam um repertório gráfico de cariz geométrico e abstracto sendo que a composição gravada no Fornos dos Mouros exibe praticamente todos os motivos que a tipificam: covinhas, círculo simples com covinha central, círculos concêntricos duplos e triplos, círculos simples com apêndice tangente, semicírculos, círculos simples com apêndice radial ou apêndice tangente, semicírculos, arcos de círculo e espirais.
O afloramento granítico ocupa o centro da chã e emerge do substracto xistoso. Do lado nascente forma uma superfície aplanada com eixo maior no sentido norte-sul e, a poente, uma face vertical que acompanha o declive da encosta, hoje parcialmente destruída por acções de extracção de pedra.
A composição foi insculpida na superfície virada a nascente e ocupa uma área com cerca de 5 m de comprimento e 2 m de largura. Os motivos circulares distribuem-se pela face superior da rocha e toda a composição é estruturada por um longo sulco longitudinal que se também estende no sentido norte-sul.
Uma análise da dinâmica da composição sugere que existiram pequenas alterações à sua concepção inicial mediante a reconfiguração de motivos e adição de novas representações em, pelo menos, três momentos distintos, mantendo-se, porém, o recurso exclusivo ao repertório figurativo clássico desta tradição.”
“Esta rocha situa-se a curta distância do grande penedo insculturado do Fornos dos Mouros (c. 30 m para SE), na vertente ocidental da Serra de Salgueiros que se ergue a sudeste do Arestal. Encontra-se actualmente no interior de um eucaliptal onde pontuam rochas graníticas que aqui irrompem do substrato xistoso. Alguns blocos que jazem sobre o solo foram deslocados pelas máquinas que procederam aos trabalhos de surriba naquela parcela de terreno. A rocha em apreço encontra-se deslocada da sua posição original e tombada, visto que a sua face superior, ostentando duas grandes cavidades abertas pela erosão, se encontra em posição vertical, voltada a norte. É na zona central dessa superfície aplanada e de contorno ovalado, com cerca de 1,75 m de largura e 1m de altura acima do solo, que se pode observar um conjunto de cinco covinhas, com diâmetros entre 5-7cm.”
Ligações
— Museu Municipal de Sever do Vouga 2020/04/17 12:44